“tou-me cagando para o segredo de justiça”
Nelas se revela como António Costa e Ferro Rodrigues, actuais Primeiro-Ministro e Presidente da Assembleia da República, respectivamente, usam e abusam da sua influência e poder para tentarem safar o colega Paulo Pedroso, indiciado pelo crime de pedofilia.
O tom é o habitual, que já todos conhecemos. Afinal de contas, nenhuma das personagens é conhecido pela elegância ou pelo refinamento do discurso.
António Costa explica que falou com o procurador responsável, “o Guerra”, que lhe terá explicado que o problema é que aquilo já está nas mãos do juiz.
Enquanto isso, Ferro Rodrigues acompanha um almoço entre Jorge Sampaio (Presidente da República) e Souto Moura (Procurador-Geral da República) em que se supõe que o primeiro fosse tentar “dar uma mãozinha” aos amigos do Partido, procurando influenciar o Procurador para deixar cair a acusação a Paulo Pedroso.
Porém, pesaroso, Ferro Rodrigues lamenta-se ao amigo Jorge Coelho que “o almoço não serve para nada.”
Mais tarde, Ferro Rodrigues desabafa com António Costa usando a expressão que um dia será o seu epitáfio: “tou-me cagando para o segredo de justiça”.
Assim. Javardamente lapidar, com toda a boçalidade que lhe conhecemos.
É bom recordar estes episódios. Dos tempos saudosos do PS da era pré-Sócrates. Estávamos em 2003, e já estes meninos mostravam o valor que tinham, revelando as características que viriam a torná-los os grandes homens do regime que são actualmente.

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